Há gente que perante os fracassos ampara-se nas desculpas e em culpar aos demais. Se fracasso nos estudos a culpa é dos professores, da escola, da sociedade. Se tenho lutas na família e escuras relações, a culpa é dos demais. Se os outros sofrem fome, pobreza e desamor, a culpa é deles, mas de nenhuma forma é minha.
Há gente e podemos ser nós mesmos que não decifra os signos da vida, só os sofre sem os aproveitar. Ou, em lugar de tomar a vida nas mãos refugiam-se em um grupo de amigos de má vida para não tomar as próprias decisões. Vicente não de esta classe de pessoas. Soube escutar no meio do sem fim de fracassos uma voz que o chamava a entregar-se. E deu um passo ao frente, um passo definitivo. O seu primeiro biografo contou-nos esta decisão de Vicente perante à tentação da fé: “Para honrar Jesus Cristo, tomou a firme e inviolável resolução de entregar toda a sua vida, pelo Seu amor, ao serviço dos pobres”. A partir de esse momento o seu coração começou a experimentar o que é isso da liberdade e as verdades da fé trocaram-se em segurança e claridade. Ao serviço dos pobres por amor a Jesus Cristo! Quando a fé põe-se em prática, as suas verdades brilham, quando não se vive escurecem-se. Mas eis aqui as duas sementes fecundas da primavera da fé de Vicente. Jesus Cristo e os pobres. Os pobres em Jesus Cristo e ele neles.
jueves, 29 de marzo de 2007
5. AJUDA DE COMPANHEIROS NÃO DOMESTICADOS

Temos que relacionar-nos como todos e aprender de todos. Mas uma das decisões mais inteligentes da vida consiste em resolver quens são os meus amigos, com quem juntar-me, a quem lhe falo dos meus problemas confidências. Vicente também foi inteligente nisto. Começou a buscar ajuda nas pessoas não vendidas ao cabritismo nem domesticadas na corrupção. Gente com ideias e horizontes. Pessoas que ainda nas limitações lutam corajosamente por levar uma vida autentica e por entregar-se a Jesus Cristo. Os “amigos” capazes de levar-nos na insensatez e preguiça são inumeráveis. Os amigos dispostos a levar-nos à superação, ao sacrifício e a entrega, são poucos. É necessário buscar-lhos. Vicente Fê-lo com cuidado. Assim apareceu na sua vida o espiritual Pedro Berulle, preocupado pela renovação da vida dos sacerdotes; o Pe, Duval, Doutor da Sorbona , homem sábio simples e apostólico e que foi confessor de Vicente por muitos anos; são Francisco de Sales , a quem Vicente chegou a admirar de coração e de quem recebeu profundas e amplas influências. Estes companheiros lhe animaram a tomar outra das decisões importantes da sua vida: a ler, mas não qualquer coisa, mas aquelas obras e livros que são capazes de nos entusiasmar para o melhor, de alimentar a nossa fé e de nos animar no compromisso com os demais. De facto, há nas conferências que nos tem chegado de São Vicente não poucas influências de suas leituras. Vicente, tinha um dom especial para aproveitar o melhor que os demais lhe poderiam oferecer e um espírito aberto para escutar e aprender, e para num momento determinado, deixar aquilo, ainda dos melhores amigos, que não lhe servisse para os eu projecto actual de servir aos pobres e de o ler tudo desde as suas necessidades e feridas.
6. CLICHY: UM SORVO DE GOZO PASTORAL
Até agora não temos visto a Vicente de Paulo no exercício do seu ministério sacerdotal ao serviço do povo. Agora em 1612, e por mediação de Berulle, chega como Pároco de Clichy, um povo pequeno, vizinho de Paris e de uns seiscentos fieis. E Vicente abre sobre eles a sua enorme capacidade de contágio e de renovação cristã. Evangeliza em tudo o tempo, cuida a catequese, melhora os edifícios paroquiais, visita assiduamente aos enfermos, entrega-se aos pobres e busca recursos para os ajudar, celebra funda e belamente os mistérios sacramentais. Além disso, é especialmente amigo dos jovens da paroquia e, entre eles, organiza e anima um grupo juvenil com sinais de vocação sacerdotal. Um destes jovens chamava-se António Portail. Chegaria a ordenar-se de sacerdote e ser companheiro de Vicente até a velhice de ambos os dois. Um dia o Cardeal de paris perguntou-lhe como se sentia Clichy. Estou tão contente, Senhor, -respondeu-lhe – que nem sou capaz de o explicar. Tenho um povo tão bom que me parece que nem o Santo Padre, nem Você, são tão felizes como eu”. E nos últimos anos da sua vida ainda lembrava aos seus companheiros de Congregação, a sua felicidade naquele povo. Também os habitantes de Clichy lembra riam-no toda a sua vida. Com este sorvo de gozo pastoral, Vicente ia descobrindo, urgido pelas necessidades do povo, as suas melhores capacidades para criar respostas obedientes.
7. A CASA DOS GONDÍ, JAULA E TRAMPOLIM
Nos fins de 1613, por indicações do seu amigo e conselheiro Berulle, Vicente teve de deixar Clichy para ir como preceptor ou mestre dos filhos dos Gondi, ao Palácio destes em Paris. Os Gondi constituíam uma das famílias mais ricas, nobres e influentes do reino da França. Ele chamava-se Felipe Manuel de Gondi, ela Margarita de Silly. Ele era o geral da armada das galeras do reino, além de outras muitas mais tarefas e títulos. Ela além do seu título de nobreza, “era –como chegou a dizer Vicente- a pessoa mais simples que jamais tenho conhecido”.
Vicente tinha a experiência de hábil preceptor desde os tempos de estudante em Dax e Toulouse. Entendia-se bem com as crianças e os jovens. Tinha carisma de educador. E eles gostavam dele. Mas na casa dos Gondi as tarefas do Sr. Vicente foram-se acrescentando como as ramas de uma árvore. Mestre dos filhos mais velhos da família, director de consciência dos senhores de Gondi – especialmente de Margarida que cada dia o valorava mais – capelão, pastor e animador da vida cristã dos criados e ajudantes da família e das várias populações dos Gondi. O se trabalho era cada ano mais amplo, mais intenso e mais virado à evangelização dos pobres. E os Gondi eram agradecidos com o Sr. Vicente e afanavam-se em preenche-lho de encomendas e benefícios. Mas o antigo Vicente, com anseios de prestígios e bens, tinha-se ido transformando aos poucos e era já nestes dias, um homem desprendido e um apaixonado de Jesus Cristo e da sorte dos pobres das aldeias. Já não perseguia sombras, estava na luz. E a casa dos Gondi ia-se ficando pequena, e sentia que não era bom deixar-se enjaular (encerrar) nela. Tinha sido um tempo de eficazes labores, mas sentia que o Senhor o requeria para outros horizontes.
Vicente tinha a experiência de hábil preceptor desde os tempos de estudante em Dax e Toulouse. Entendia-se bem com as crianças e os jovens. Tinha carisma de educador. E eles gostavam dele. Mas na casa dos Gondi as tarefas do Sr. Vicente foram-se acrescentando como as ramas de uma árvore. Mestre dos filhos mais velhos da família, director de consciência dos senhores de Gondi – especialmente de Margarida que cada dia o valorava mais – capelão, pastor e animador da vida cristã dos criados e ajudantes da família e das várias populações dos Gondi. O se trabalho era cada ano mais amplo, mais intenso e mais virado à evangelização dos pobres. E os Gondi eram agradecidos com o Sr. Vicente e afanavam-se em preenche-lho de encomendas e benefícios. Mas o antigo Vicente, com anseios de prestígios e bens, tinha-se ido transformando aos poucos e era já nestes dias, um homem desprendido e um apaixonado de Jesus Cristo e da sorte dos pobres das aldeias. Já não perseguia sombras, estava na luz. E a casa dos Gondi ia-se ficando pequena, e sentia que não era bom deixar-se enjaular (encerrar) nela. Tinha sido um tempo de eficazes labores, mas sentia que o Senhor o requeria para outros horizontes.
8. A ESCAPADA A CHATILHÃO-LES-DOMBES
Longe, em Lyão, tinha uma paroquia muito necessitada, chamada Chatilhão-les-Dombes. Nova mente por meio de Berulle, ofereceram-na a Vicente. Era a Quaresma de 1617. E escapou-se lá sem comunicar aos Gondi os seus propósitos. Sabia ele, que se o comunicava, não iam deixa-lo marchar-se; tanto lhe estimavam e necessitavam. Os Gondi ficaram desolados ao notar a sua ausência. O geral, de viagem, naqueles dias, escreveu à sua esposa: “Rogo-vos que impeçais por todos os meios que o percamos”. Margarida Dizia: “Jamais tinha-me imaginado uma coisa assim. Eu não acuso de nada, claro que não; estou convencida de que tudo o tem feito por um especial desígnio de Deus e mexido pelo seu santo amor”.
Margarida era uma mulher afectiva, escrupulosa, desprendida, mas tinha fina sensibilidade cristã, conhecia ao seu director e sabia que a sua fugida não era um capricho.
Seis meses depois, após receber pressões de uns e de outros, e de o consultar com os seus conselheiros espirituais, o Sr. Vicente regressou em Natal com os Gondi, mas já não era para dedicar-se principalmente a eles, mas com uma total liberdade para entregar-se à evangelização e ao serviço dos pobres do campo.
Tinham passado só seis meses em Chatilhõa, mas a sua actividade naquele povo de católicos e protestantes relaxados foi como o eficaz ensaio geral do que faria o resto da sua vida, daquilo para o que Deus o tinha preparado. Evangelização, caridade organizada e reforma do Clero. Também os habitantes de Chatilhão não esqueceriam o fogo apaixonado do Sr. Vicente. Eles além disso tinham respondido transformando-se. Alguns dos convertido mais activos com o Conde de Rouguemont ou como as primeiras Voluntárias da Caridade darão muitos frutos nos anos seguintes.
Margarida era uma mulher afectiva, escrupulosa, desprendida, mas tinha fina sensibilidade cristã, conhecia ao seu director e sabia que a sua fugida não era um capricho.
Seis meses depois, após receber pressões de uns e de outros, e de o consultar com os seus conselheiros espirituais, o Sr. Vicente regressou em Natal com os Gondi, mas já não era para dedicar-se principalmente a eles, mas com uma total liberdade para entregar-se à evangelização e ao serviço dos pobres do campo.
Tinham passado só seis meses em Chatilhõa, mas a sua actividade naquele povo de católicos e protestantes relaxados foi como o eficaz ensaio geral do que faria o resto da sua vida, daquilo para o que Deus o tinha preparado. Evangelização, caridade organizada e reforma do Clero. Também os habitantes de Chatilhão não esqueceriam o fogo apaixonado do Sr. Vicente. Eles além disso tinham respondido transformando-se. Alguns dos convertido mais activos com o Conde de Rouguemont ou como as primeiras Voluntárias da Caridade darão muitos frutos nos anos seguintes.
9. QUATRO PERGUNTAS PARA O SR. VICENTE.

Com frequência escutamos tantas palavras, que não temos ouvido para a Palavra de Deus. Mas ele fala-nos de muitas formas, especialmente desde as feridas dos necessitados e das vítimas. Uns estão bem entretidos com o seu próprio ego que não O ouvem; outros O ouvem mas tem medo despojar-se, e não respondem; outros O ouvem e O escutam e respondem coma vida. É então quando são de verdade eles mesmos, segundo Deus lhes vá amostrando. Entre estes está o Sr. Vicente. Deus o tinha chamado através dos fracassos a esvaziar-se do seu projecto egoísta. E ele fez caso. Agora, por meio de acontecimentos aparentemente normais, O Senhor faz-lhe quatro grandes perguntas para o levar à plenitude da sua entrega.
9.1 “QUÊ REMÉDIO PODEREMOS PÔR”

A primeira pergunta a escutou em Gannes, em Janeiro de 1617, nos campos da região Francesa de Picardia. Vicente está na população mais perto de Foleville. Em Gannes há um homem muito doente com fama de virtuoso, e lhe pedem a Vicente que vá a ver-lho e confessar-lho.
Vicente chegou até a sua pobre casa, sentou-se ao seu lado e convidou-o a acolher-se à misericórdia de Deus, e a fazer uma confissão geral dos pecados da sua vida. Este homem não esperava ter um santo ao seu lado, e Vicente não esperava ouvir o que ouviu. Por vergonha e por hipocrisia, nunca se tinha confessado bem. Calava os seus pecados à hora da reconciliação sacramental com quem preenche uma folha com dados falsos, e assim até próxima vez. Anos e anos com a sua pesada carrega de pecado e dor no coração. Agora deus mexeu o seu coração e ele confio-lhe a sua vida, sem ocultar nada, através do sacerdote Vicente de Paulo. E não só isso, nos poucos dias que ainda teve antes de falecer, declarou o que antes ocultava por vergonha.
A Sra. Margarida de Gondi, também presente em Gannes, se impressionou muito ao ouvir aquilo e lhe disse ao Sr. Vicente: “o que é que acabamos de ouvir? Com certeza Isto mesmo acontece com coma a maior parte desta gente. Ai, Senhor Vicente, quantas almas se perdem! Qual é o remédio que devemos pôr?”.
“Qual é o remédio que devemos pôr?”. Vicente escutou a pergunta que Deus lhe dirigia por meio deste acontecimento e das palavras de Margarida de Gondi. Onde outros teriam sabido reconhecer os sinais, ele, porque estava atento, soube escuta-los e decifra-los. Em diante a sua vida a as suas obras serão a resposta. As missões populares dirigidas principalmente aos pobres camponeses, a fundação da Congregação da Missão e a lição da confissão geral foram a sua resposta pontual e específica a esta pergunta. Mas esta espalhar-se-á por meio de outras muitas e variadas obras.
Vicente chegou até a sua pobre casa, sentou-se ao seu lado e convidou-o a acolher-se à misericórdia de Deus, e a fazer uma confissão geral dos pecados da sua vida. Este homem não esperava ter um santo ao seu lado, e Vicente não esperava ouvir o que ouviu. Por vergonha e por hipocrisia, nunca se tinha confessado bem. Calava os seus pecados à hora da reconciliação sacramental com quem preenche uma folha com dados falsos, e assim até próxima vez. Anos e anos com a sua pesada carrega de pecado e dor no coração. Agora deus mexeu o seu coração e ele confio-lhe a sua vida, sem ocultar nada, através do sacerdote Vicente de Paulo. E não só isso, nos poucos dias que ainda teve antes de falecer, declarou o que antes ocultava por vergonha.
A Sra. Margarida de Gondi, também presente em Gannes, se impressionou muito ao ouvir aquilo e lhe disse ao Sr. Vicente: “o que é que acabamos de ouvir? Com certeza Isto mesmo acontece com coma a maior parte desta gente. Ai, Senhor Vicente, quantas almas se perdem! Qual é o remédio que devemos pôr?”.
“Qual é o remédio que devemos pôr?”. Vicente escutou a pergunta que Deus lhe dirigia por meio deste acontecimento e das palavras de Margarida de Gondi. Onde outros teriam sabido reconhecer os sinais, ele, porque estava atento, soube escuta-los e decifra-los. Em diante a sua vida a as suas obras serão a resposta. As missões populares dirigidas principalmente aos pobres camponeses, a fundação da Congregação da Missão e a lição da confissão geral foram a sua resposta pontual e específica a esta pergunta. Mas esta espalhar-se-á por meio de outras muitas e variadas obras.
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